Pedagogia -Uniasselvi

Pensadores

FLORESTAN FERNANDES

Florestan Fernandes nasceu em São Paulo, no ano de 1920. Era filho de uma imigrante portuguesa analfabeta, que o criou sozinha, trabalhando como empregada doméstica. Devido às necessidades de sua família, Florestan começou a trabalhar aos seis anos de idade, onde desempenhou vários ofícios como: engraxate, auxiliar de marceneiro, auxiliar de barbeiro, alfaiate e balconista de bar. Como sua vida no trabalho estava exigindo que se dedicasse em período integral, aos nove anos de idade parou de estudar no terceiro ano do curso primário. Somente aos dezessete anos concluiu o antigo curso de madureza (atual supletivo), por insistência dos fregueses do Bar Bidu, na Rua Líbero Badaró, onde trabalhava como cozinheiro, pois achavam que Florestan era muito inteligente devido aos comentários sobre a política e a leitura da realidade que fazia. Aos 18 anos, foi aprovado para o curso de Ciências Sociais da Universidade de São Paulo e, por essa época, iniciou sua militância em grupos de esquerda.

Em 1944, após o golpe militar, Florestan enviou uma carta a policia protestando contra o tratamento dado a seus colegas presos e foi, ele também, para a prisão. No ano de 1969 foi cassado pelo regime militar. Não podendo trabalhar no Brasil, Florestan decidiu deixar o país e foi lecionar em universidades do Canadá e dos Estados Unidos. Após a redemocratização, filiado ao Partido dos Trabalhadores, elegeu-se deputado federal em 1986 e 1990.

As faces que marcam o professor Florestan Fernandes na Educação são: a de professor, cientista, militante e publicista da Educação, faces que ele manteve em outras práticas e que mostraram a coerência deste intelectual em toda sua trajetória de vida. Tendo a Educação se apresentado como tema de grande relevância para o professor Florestan, sua atuação em defesa do tema se constitui em algo memorável. Além de sua atuação na campanha em defesa da escola pública, podemos destacar a sua atuação na assembléia constituinte e no processo de construção da L.D.B.Florestan faleceu em 1995, de câncer.

EMILIA FERREIRO

Emilia Ferreiro nasceu na Argentina em 1936. Doutorou-se na Universidade de Genebra, sob orientação do biólogo Jean Piaget, cujo trabalho de epistemologia genética ela continuou, estudando e aprofundando-se em um assunto que Piaget não explorou: a escrita.

A partir do ano de 1974, Ferreiro desenvolveu na Universidade de Buenos Aires uma série de experimentos com crianças, a qual expôs as conclusões do estudo na obra Psicogênese da Língua Escrita, juntamente com a pedagoga Ana Teberosky.

Hoje Emilia é professora titular do Centro de Investigação e Estudos Avançados do Instituto Politécnico Nacional, da Cidade do México, onde vive. Além de professora – que exerce viajando pelo mundo – Ferreiro está à frente do site WWW.chicosyescritores.org, em que alunos escrevem em parceria com grandes autores e publicam os próprios textos.

JEAN PIAGET

Um dos mais importantes pesquisadores de educação e pedagogia, Jean Piaget nasceu na cidade de  Neuchâtel (Suíça) em 9/08/1896 e morreu em 17/9/1980. Especializou-se em psicologia evolutiva e também no estudo de epistemologia genética. Seus estudos sobre pedagogia revolucionaram a educação, pois derrubou várias visões e teorias tradicionais relacionadas à aprendizagem.

SUA TEORIA:

Assimilação:

É o processo cognitivo de colocar (classificar) novos eventos em esquemas existentes. É a incorporação de elementos do meio externo (objeto, acontecimento,…) a um esquema ou estrutura do sujeito.

Em outras palavras, é o processo pelo qual o indivíduo cognitivamente capta o ambiente e o organiza possibilitando, assim, a ampliação de seus esquemas. Na assimilação o indivíduo usa as estruturas que já possui.

Acomodação: É a modificação de um esquema ou de uma estrutura em função das particularidades do objeto a ser assimilado.

A acomodação pode ser de duas formas, visto que se podem ter duas alternativas:

Criar um novo esquema no qual se possa encaixar o novo estímulo, ou Modificar um já existente de modo que o estímulo possa ser incluído nele.

Após ter havido a acomodação, a criança tenta novamente encaixar o estímulo no esquema e aí ocorre a assimilação.

Por isso, a acomodação não é determinada pelo objeto e sim pela atividade do sujeito sobre este, para tentar assimilá-lo.

O balanço entre assimilação e acomodação é chamado de adaptação.

Equilibração:

É o processo da passagem de uma situação de menor equilíbrio para uma de maior equilíbrio. Uma fonte de desequilíbrio ocorre quando se espera que uma situação ocorra de determinada maneira, e esta não acontece.

Frases de Piaget

– “O principal objetivo da educação é criar indivíduos capazes de fazer coisas novas e não simplesmente repetir o que as outras gerações fizeram.”
- “As estruturas operatórias da inteligência não são inatas.”

PESTALOZZI

Johann Heinrich Pestalozzi nasceu em 1746 em Zurique, na Suíça. Quando era jovem, abandonou os estudos religiosos para se dedicar à agricultura, sendo que não obteve sucesso em sua empreitada. Após esse fracasso, Pestalozzi levou algumas crianças pobres para casa, onde encontraram escola e trabalho. Exerceu grande influência no pensamento educacional e foi um grande adepto da educação pública.

Democratizou a educação, proclamando ser o direito absoluto de toda criança ter plenamente desenvolvidos os poderes dados por Deus. Seu entusiasmo obrigou governantes a se interessarem pela educação das crianças das classes desfavorecidas.

Em 1782, em seu primeiro livro: Leonardo e Gertrudes, Pestalozzi anuncia suas idéias educacionais, mas a obra não foi considerada como um tratado educativo pelas figuras importantes da época.

Pestalozzi decide ser mestre-escola, e vai então, em sua escola, procurar aplicar suas idéias educacionais. Para ele a escola deveria aproximar-se de uma casa bem organizada, pois o lar era a melhor instituição de educação, base para a formação moral, política e religiosa. Em sua escola, mestres e alunos (meninos e adolescentes) permaneciam juntos o dia todo, dormindo em quartos comuns.

O educador faleceu em 1827.

Organização da escola:

– as turmas eram formadas com os menores de oito anos, com os alunos entre oito e onze anos e outra turma com idades de onze a dezoito anos.

- as atividades escolares duravam das 8:00 as 17:00 horas e eram desenvolvidas de modo flexível; os alunos rezavam, tomavam banho, faziam o desjejum, faziam as primeiras lições, havendo um curto intervalo entre elas.

- duas tardes por semana eram livres, e os alunos realizavam excursões.

- os problemas disciplinares eram discutidos à noite; ele condenava a coerção, as recompensas e punições.

VYGOTSKY

Lev Semenovich Vygotsky (1896-1934) nasceu na Rússia, num contexto histórico de conflitos políticos (Revolução Russa), sendo este um dos motivos pelo qual sua obra só foi conhecida e valorizada mais recentemente, apesar de sua pesquisa ser de suma importância para as ciências educacionais e psicológicas. Fez seus estudos na Universidade de Moscou para tornar-se professor de literatura. O objetivo de suas pesquisas iniciais foi criação artística. Foi só a partir de 1924 que sua carreira mudou drasticamente, passando a dedicar-se a psicologia evolutiva, educação e psicopatologia. A partir daí ele concentrou-se nessas áreas e produziu obras em ritmo intenso até sua morte prematura em 1934, devido à tuberculose.

Vygotsky questiona como a emoção modifica o pensamento. Sendo a emoção um processo de interação entre o organismo e o ambiente, há três formas de correlação:

·         Primeiro pela predominância do organismo sobre o ambiente; as tarefas são resolvidas sem dificuldade e tensão em ótima adaptação com um gasto mínimo de energia e força; ocorrência de satisfação e sensações positivas;

·         Segundo quando predomina o ambiente sobre o organismo que passa a adaptar-se com dificuldade e tensão desmedida, e o comportamento transcorre com sua força máxima, grande investimento de energia e o efeito de adaptação serão mínimos; ocorrência de sensações negativas de angústia, fraqueza e sofrimento;

·         Terceiro quando há equilíbrio entre o ambiente e o organismo, nenhum prepondera sobre o outro, não há disputa; neutralidade emocional no comportamento.

PAULO FREIRE

Em 1921, em Recife, numa família de classe média, nasceu Paulo Reglus Neves Freire. O educador foi alfabetizado pela mãe, que o ensinava a escrever com pequenos galhos de árvore no quintal da casa da família. Freire passou a enfrentar dificuldades financeiras aos 13 anos, após a morte de seu pai e o agravamento da crise mundial. O pensador começou a estudar Direito, na faculdade de Direito do Recife com 22 anos.

Formou-se em Direito, mas não seguiu carreira e encaminhou sua vida profissional para o magistério. No ano de 1963, em Angicos (RN), chefiou um programa que alfabetizou 300 pessoas em apenas um mês. Já em 1964, o educador foi surpreendido pelo golpe militar, em Brasília, onde coordenava o Plano Nacional de Alfabetização do presidente João Goulart. Antes de se exilar, Paulo Freire passou 70 dias na prisão.

Paulo Freire organizou planos de alfabetização em países africanos e deu aulas nos Estados Unidos e na Suíça. Em 1979, com a anistia, voltou ao Brasil, integrando-se à vida universitária. Foi secretário municipal de Educação de São Paulo e filiou-se ao Partido dos Trabalhadores. O educador foi nomeado doutor honoris causa de 28 universidades em diversos países e suas obras foram traduzidas em mais de 20 idiomas. Morreu em 1997, de enfarte.

Obras do educador Paulo Freire:

• A propósito de uma administração. Recife: Imprensa Universitária, 1961.
• Conscientização e alfabetização: uma nova visão do processo. Estudos Universitários – Revista de Cultura da Universidade do Recife. Número 4, 1963: 5-22.
• Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1967.
• Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1970.
• Educação e mudança. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1979.
• A importância do ato de ler em três artigos que se completam. São Paulo: Cortez Editora, 1982.
• A educação na cidade. São Paulo: Cortez Editora, 1991.
• Pedagogia da esperança. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1992.
• Política e educação. São Paulo: Cortez Editora, 1993.
• Cartas a Cristina. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1974.
• À sombra desta mangueira. São Paulo: Editora Olho d’Água, 1995.
• Pedagogia da autonomia. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1997.
• Mudar é difícil, mas é possível (Palestra proferida no SESI de Pernambuco). Recife: CNI/SESI, 1997-b.
• Pedagogia da indignação. São Paulo: UNESP, 2000.
• Educação e atualidade brasileira. São Paulo: Cortez Editora, 2001.

SKINNER

Burrhus Frederic Skinner nasceu em 20 de março de 1904 na cidade de Susquehanna na Pensilvânia. Graduou-se em Psicologia em 1930 e terminou seu doutorado em 1931. Trabalhou na Universidade de Minesota e quando ingressou em Harvard influenciou toda uma geração de estudantes. Morreu em 1990, vítima de leucemia.

Skinner baseou suas teorias na análise das condutas observáveis. Dividiu o processo de aprendizagem em respostas operantes e estímulos de reforço, o que o levou a desenvolver técnicas de modificação de conduta na sala de aula.

Trabalhou sobre a conduta em termos de reforços positivos (recompensas) contra reforços negativos (castigos).

Princípios:

    1. Comportamento que é positivamente reforçado vai acontecer novamente. Reforço intermitente é particularmente efetivo.

    2. As informações devem ser apresentadas em pequenas quantidades, para que as respostas sejam reforçadas (“moldagem”).

    3. Reforços vão generalizar, lado a lado, estímulos similares (generalização de estímulo) produzindo condicionamento secundário.

PRINCIPAIS TIPOS DE REFORÇOS:

    1.POSITIVO: todo estímulo que quando está presente aumente a probabilidade de que se produza uma conduta.

    2.NEGATIVO: todo estímulo aversivo que ao ser retirado aumenta a probabilidade de que se produza a conduta.

    3.EXTINÇÃO: a qual se apresenta quando um estímulo que previamente reforçava a conduta deixa de atuar.

    4.CASTIGO: igual ao da extinção funciona para reduzir a conduta.

Contrariamente ao que se pensa o reforço negativo não é punição, mas sim a remoção de um evento punitivo; enquanto o reforço aumenta um comportamento, a punição o diminui.

Nos usos que propôs para suas conclusões científicas — em especial na educação —, Skinner pregou a eficiência do reforço positivo, sendo, em princípio, contrário a punições e esquemas repressivos, sugeria que o uso das recompensas e reforços positivos da conduta correta era mais atrativo do ponto de vista social e pedagogicamente eficaz.

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Obrigado Professor

Obrigado por fazerem do aprendizado não um trabalho, mas um contentamento. Por fazerem com que nos sentíssemos pessoas de valor; por nos ajudarem a descobrir o que fazer de melhor e, assim, fazê-lo cada vez melhor. Obrigado por afastarem o medo das coisas que pudéssemos não compreender; levando-nos, por fim, a compreendê-las...Por resolverem o que achávamos complicados... Por serem pessoas dignas de nossa total confiança e a quem podemos recorrer quando a vida se mostrar difícil...Obrigado por nos convencerem de que éramos melhores do que suspeitávamos.
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